INOCÊNCIA [II]
Um dia vi uma nuvem
Perseguindo outra nuvem
No céu da tua boca.
Era um céu ao alcance de minha boca.
E eu, como criança de ansiedade,
Invadi o céu da tua boca
E comi, todo contente, o algodão-doce
Que estava quentinho-quentinho
No céu da tua boca.
(Poema de Francisco Dantas. Instantes Poéticos, 2006, p. 23)
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