MAIS UM NO MEIO DE UM SUFOCO LOUCO DE TRABALHO.

NEM SEI POR QUE INVENTEI DE ME APOSENTAR. Queria viver, como se diz popularmente,  apenas de flozô, curtindo o ócio. Numa boa! curtindo o meu blogue, visitando os amigos, fazendo meus comentários, degustando boas leituras, vendo o meu time ganhar ou perder, mas saboreando uma gelada... Qual o quê, hoje vivo mais do que atarefado. Tivesse eu patrão, já teria lhe cobrado umas férias, exiigido uma licença por esgotamento nervoso, etc., etc.  Tenho impressão de que nasci com vocação mais para o ócio do que para compromisso . Devo ter sangue baiano em minhas veias. Baiano não gosta de dormir porque "dá um trabalho danado acordar"! Mas, é isso mesmo, dizem que o trabalho enobrece. Será? Com certeza, os salário dos respeitaveis senadores, pois o povo não tem salário de que possa sentir-se enobrecido. Mas por que todo esse leriado? Simplesmente porque me sinto ausente a este meu espaço, e do qual não queria estar diostante.  Mas, fica este poeminha como sinal de que não  quero me afastar em definitivo deste espaço, nem das amizades aqui conquistadas. Essas linhas foram escritas em 24/08/2009. Hoje são 07/09/2009.

                SEQUÊNCIA

 

no quarto

na cama

no corpo

no seio

me deito

 

                              na boca

                              no tranco

                              nas coxas

                              no cio

                              me vicio

 

nas veias

no sangue

no corpo

no gozo

me explodo

 

                              no suspiro

                              no relaxo

                              me estiro e

                              serenamente

                              adormeço

 

(Poema de Francisco Dantas, setembro de 2009)

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